eu ainda porovo essa teoria...

Para uma pessoa resolver a sua relação com aquilo que não consegue suportar (que é uma relação, sempre, no mínimo, incômoda), que ela faça um esforço no sentido de tolerância simplesmente não é suficiente. Eu acredito que, para uma pessoa resolver a sua relação com aquilo que não consegue suportar, e que, por isso, traz certo incômodo à sua vida, é necessário que ela faça um esforço (bem-sucedido, obviamente) no sentido de se apaixonar - de verdadeiramente se apaixonar - pelo que lhe é insuportável.


Não concordo com isso de que todo o ódio é na realidade amor, disfarçado. Acho isso besteira. O amor pode até se disfarçar de ódio, sim. Mas é um disfarce que não dura, a gente percebe, qualquer um percebe. E o amor pode se disfarçar de muitas outras coisas. De inveja, de impaciência, de indiferença... Mas falamos de amor, não é? Quem sente amor por algum tempo, por melhor que seja seu disfarce, percebe que sente amor: é inevitável. Por outro lado, vocês já pararam para pensar o inverso? Quer dizer, vocês já se questionaram alguma vez sobre que tipo de sentimento a gente pode disfarçar com falso amor?


Sobre a pergunta que a Flaflu lançou na fotopage dela (se aquilo que a gente mais odeia em alguém é o que mais a gente teme em admitir para si mesmo), eu respondo que sim. Falo por mim, pelo menos. Vira e mexe percebo que as minhas reações mais extremas de ódio vão contra os meus defeitos que eu teimo em só reconhecer e criticar nos outros que também têm esses defeitos. Mas não acho que isso seja regra. Quer dizer, nem todo ódio é uma reação àquilo que a gente não gostaria de ser, e é. Também há ódio contra aquilo que a gente tem quase certeza que não é, aquilo que a gente odiaria ser. Também a ódio por muitas outras coisas que nem cabe escrever aqui.


Quanto à pergunta que a Dead lançou na fotopage da Flaflu (quanto tempo leva para se conhecer uma pessoa), isso eu não sei responder. Mas discordo definitivamente que sejam esses 15 segundos. Pensar que dá para conhecer o outro em 15 segundos é subestimar o outro. Ou superestimar você, pelo seu "sexto sentido". Não digo que o "sexto sentido" não exista, mas acho que nem toda a intuição do mundo seja o bastante para conhecer o outro. Pode ser bastante, mas não o bastante. Pode ajudar, não esgotar a interpretação que uma pessoa faz sobre outra.


Cuidado com preconceitos, hein. E mais cuidado ainda com preconceitos que você "possa" "justificar" com a sua intuição. 



Escrito por fafuda às 19h48
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Eu odeio as pessoas.


Alguém aí sabe o que faz passar tendência genocida?


E para a doença crônica de ser anti-social, alguém sabe do remédio?


Conta para mim, vai.



Escrito por fafuda às 19h33
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