this is the day?
Tem uma música de um grupo britânico dos anos 80, o The the, que se chama This is the day. Vocês devem saber qual é.
Well... you didn't wake up this morning, 'cause you didn't go to bed. You were watching the whites of your eyes turn red!
The calendar on your wall -- IS TICKING -- the days off.
You've been reading some old letters. You smile and think how much you've changed. All the money in the world couldn't buy back those days.
You pull back the curtains, and the sun burns into your eyes. You watch a plane flying across a clear blue sky. THIS IS THE DAY -- Your life will surely change. THIS IS THE DAY -- When things fall into place.
You could've done anything, if you'd wanted. And all your friends and family think that you're lucky. But the side of you they'll never see Is when you're left alone with the memories That hold your life together like -- GLUE
You pull back the curtains, and the sun burns into your eyes. You watch a plane flying across a clear blue sky. THIS IS THE DAY -- Your life will surely change. THIS IS THE DAY -- When things fall into place.
THIS IS THE DAY -- Your life will surely change.
Não. Definitivamente, o espírito da letra não combina com o que eu tenho chorado no último post e nos últimos comments. Mas o trecho em negrito tem tudo a ver.
Sou sincera: não entendi o último post do blog da Ana. Não sei se é desabafo, se é gozação, se é os dois... Ainda assim, eu gostaria de fazer uma referência a algo que ela escreveu no comecinho. Ela lançou uma pergunta: "o que leva as pessoas que têm tudo a serem um nada?". E depois refletiu brevemente sobre a influência monstro que os acontecimentos do passado exercem sobre a sua vida presente. O resto do post é puro nonsense incompreensível à la Dead, melhor eu nem quebrar a cabeça...
Agora o trecho que eu coloquei em negrito:
You could've done anything, if you'd wanted. And all your friends and family think that you're lucky. But the side of you they'll never see Is when you're left alone with the memories That hold your life together like -- GLUE
Sacaram? Pois é isso aí.
Só a gente entende a nossa própria GLUE. É ela que faz a gente sofrer e sorrir à toa. Pelo menos é ela quem me faz sofrer e sorrir à toa. É pensando nela que eu me declaro insatisfeita ou insatisfeita com a minha vida. E dependendo da satisfação... Bom, já deu pra entender!
Na verdade ela me faz mais sofrer do que sorrir à toa. Sorrir à toa é mérito mais de momentos presentes: não é tão fácil que uma lembrança de algo que aconteceu me dê acesso de riso. O passado que assombra faz sofrer. É como se não bastasse que você vá à guerra e ganhe a guerra. É essencial que além disso você supere o fato de ter lutado. É, a nossa GLUE pode trazer muito sofrimento. Sofrimento do mais ilógico, por sinal, do mais sórdido, do mais estúpido. Sofrimento que não tem razão nenhuma de ser exceto dentro de você, dentro do "raciocínio" que você se vê obrigada a construir só para justificá-lo. Para parecer menos louca, menos patética. Olha, eu estou falando de mim, não quero colocar palavras na boca de ninguém.
Mas retomando a música, e o espírito renovador que a música inspira, é necessário que se coloque por hora a vontade de se ser trágica de lado, e que se assuma a necessidade que costuma seguir naturalmente a derrocada dessa vontade. É preciso que se assuma uma nova posição, que se olhe por cima do drama montado, por cima dos contratempos superdimensionados, dos fatos superestimados, das coisas todas que ganharam de nós mais importância do que realmente mereciam... Que se olhe por cima de tudo isso e que se siga, não por se ter deixado tudo isso (o que eu acho verdadeiramente impossível), mas apesar de não se ter deixado tudo isso. E que se cante (com um mínimo razoável de fé nas palavras cantadas, e com o mínimo possível de sarcasmo também) o refrão da canção do The the.
Everybody!
THIS IS THE DAY -- Your life will surely change.
THIS IS THE DAY -- When things fall into place.
THIS IS THE DAY -- Your life will surely change...
Escrito por fafuda às 17h54
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