sai fafuda, entra anônimo italiano
Depois de uma breve crisezinha de identidade gerada pelos motivos que expus aqui no meu último post, tudo retorna à normalidade no país das maravilhas. Como eu queria publicar alguma coisa hoje, e como agora eu não tenho absolutamente nada na cabeça, exceto alguns fusíveis queimados (estou simplesmente EXAUSTA), decidi publicar um texto de que gosto muito. A autoria é de um anônimo italiano, e eu o ouvi já faz um tempinho. Se vocês tiverem paciência para ler, aí vai ele!
"Quando eu era jovem, eu pensava que com a arte seria possível mudar o mundo.
Eu buscava constantemente um espetáculo que pudesse despertar no coração do público uma esperança.
Eu queria mostrar uma maneira diferente de viver, com mais amizade, criatividade, sem a obrigação de perseguir o dinheiro e o poder. Ilusão fútil que eu nunca consegui alcançar. Não só a revolução não chegou, como as pessoas se tornaram cada vez mais loucas e materialistas.
Quando eu me dei conta disto eu vivi momentos difíceis pensando, pensando inclusive que minha vida era um fracasso e que todo esforço era inútil.
Mas um dia eu tive uma revelação: se não se pode mudar o mundo, pelo menos é possível mudar a si mesmo, encontrar algo em seu coração, um desejo, uma necessidade e entregar-se totalmente a ele, sem olhar para trás. Isso não é para a sociedade ou para os outros, não, é para você mesmo.
E eu fazendo esse palhaço que eu sou, eu encontrei essa coisa. Provocar, burlar e fazer o público rir. Isso era tudo o que eu buscava em minha vida. Por certo eu não mudava o mundo, mas os palhaços nunca mudaram o mundo, passam o tempo tentando sem nunca conseguir, por isso são palhaços.
Os palhaços gostam do fracasso e das ações ineficazes, são perdedores alegres e isto é a verdadeira força que têm, nunca se cansam de perder. Desfrutam de cada fracasso e voltam em seguida a fracassar de novo, diluindo assim as certezas das pessoas sérias e que nunca duvidam.
Então, esse sangue que pareço ter na minha cabeça, esse sangue que tenho sobre a minha camisa, esse sangue que tenho no meu coração, esse sangue que está todo em mim é tão patético e inútil em seu simbolismo porque é sangue de um palhaço. Um sangue que não vem de uma grande luta ou em nome de uma causa heróica. É sangue de brincadeira, ao mesmo tempo verdadeiro e pouco importante."
Putz, esqueci de colocar o nome do texto. É...: "Palhaço"!
Escrito por fafuda às 20h37
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não estou gostando nada disso
(Gente, desculpem-me por mais esta mudança! Problemas técnicos, sabe como é! Ah, e eu queria colocar aqui aqueles links dos fotologs e fotopages de vocês... Será que vocês poderiam passá-los para mim tudo de novo? Por favorzinho, vai!!!)
tema para refletir nesta nublada manhã de sexta-feira: apelidos
Olha só, como vocês sabem, o meu apelido é fafuda. Deus do céu, é muito feio! Sim, a gente se acostuma, ele passa a fazer parte de você, passa a parecer um apelidinho normal, inocente, entre amigas... Mas gente, pensa bem, é muito feio! Vocês já tentaram repetir uma palavra tantas vezes que ela acabasse se transformando em algo de totalmente bizarro? Eu já fiz isso com várias, as piores foram "escrivaninha" e "junho". O fato é que eu desconfigurei completamente as coitadinhas e acabei ficando semanas e semanas sem conseguir usá-las sem estranhá-las. Estranhá-las mesmo, tipo achando que elas não existiam, ou que não faziam parte do nosso idioma, coisas assim... Pois agora eu estou estranhando intensamente a palavra fafuda.
FAFUDA!
FA-FU-DA!
FA-FUDA!
FAFU-DA!
FA-FUUU-DA!
É algo meio assim "efeito especial de desenho japonês" (sabe aqueles de luta?), tipo onomatopéia de uma voadora, ou de um daqueles raiozinhos coloridos do Mortal Kombat e do Street Fighter (lembra?)!!!
Pois é. E ainda tem o sério agravante de que, às vezes, quando eu estou com probleminhas por aqui, penso comigo mesma, zoando, que eu estou fafudida. Depois eu fico preocupada com isso, pensando na origem de fafuda, em quem foi o responsável pela criação do meu ilustre nick, tentando, enfim, imaginar que tipo de intenção teria tido a fofa que o inventou.
O problema é que eu não tenho idéia de como isso tudo se deu. Quem tiver, por favor remeter imediatamente a este mesmo blog que vos fala.
OBS: As variações de fafuda até que são toleráveis... Um "inha" e um "ets" meio que amenizam o impacto-monstro de um "UDA"!
Beijinho!
Escrito por fafuda às 07h37
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(enquanto isso, na reunião dos N.A.)
- Bom dia, meu nome é fafuda, e eu também sou NERD.
Quer dizer, pelo menos é isso o que o meu irmão diz sempre que tem uma oportunidade (ou seja, sempre que me vê). E é isso que muita gente deve ter pensado de mim e ainda deve pensar de mim, que muitos devem ter falado de mim pelas minhas costas. Vários familiares inclusive (digo, tios, tias, primos e primas, etc... porque o meu irmão é uma categoria à parte da humanidade).
E é até um pouco engraçado isso de eu me ver como nerd. Sabe, se não fossem os outros, eu jamais pensaria isso de mim. A idéia que eu tenho de mim não tem nada a ver com a idéia que eu tenho do que seja “ser nerd”.
Nunca tinha refletido sobre isso, mas acho que o meu conceito do que é “ser nerd” mudou bastante. Desde sempre, eu costumava classificar como nerds pessoas que se encaixavam em um certo estereótipo: camiseta pra dentro da calça, meia por cima, etc... Nunca na minha vida que eu parei pra pensar que esse estereótipo variava, e que era um pouco mais largo para as outras pessoas: notas altas, timidez, interesse pelos estudos, óculos até... E por isso eu custei pra perceber que eu caía direitinho nessa classificação. “Pois é”, pensei, “eu, nerdíssima, e nem imaginava”. Agora que o choque inicial passou... hahaha... eu até poderia freqüentar reuniões dos Nerds Anônimos e dizer aquilo que está escrito lá em cima em alto e bom som.
É, eu sou nerd. Meu irmão, que é quem mais entende dessas coisas, me explica de vez em quando o porquê. Ele literalmente enumera os motivos:
1- Eu GOSTO de ler.
2- Eu GOSTO de estudar.
3- Eu NÃO GOSTO de balada.
E por aí vai.
Eu levo um livro (pelo menos) pra onde eu vou. Eu vejo TV Cultura. Eu amo cinema, às vezes vejo 3 filmes seguidos. Eu amo teatro. Eu recuso convites pra festinhas legais. Eu gosto de dormir cedo. Eu gosto de acordar cedo. Etc...
É, eu sou nerd. Hoje mesmo é quarta-feira de uma semana sem aulas, e eu estou esperando uma amiga para estudar em casa. A gente vai estudar o dia inteiro. Melhor eu me apressar: tenho que separar a minha calça de cintura mais alta, as minhas meias brancas com elástico mais forte. Ah, e que limpar meus óculos, e escovar meu aparelho fixo.
OBS: Para não deixar o raciocínio falho, faltou contar o que é “ser nerd” para a fafuda hoje. Acho que o que me faz pensar isso de uma pessoa mudou radicalmente. Não sei por que, mas tenho usado o adjetivo “nerd” para me referir a pessoas bitoladas. E não quero dizer bitoladas com alguma coisa, como “bitoladas com o computador”, “bitoladas com a boa forma”, “bitolada com fulano ou com sicrana”, etc... Me refiro às pessoas bitoladas consigo mesmas, com suas próprias idéias, fechadas para as dos outros: me refiro às pessoas que acham que sabem da verdade e ponto final. Hoje eu xingaria de “nerd” (e como seria ofensivo!) aqueles “que rearranjam os seus preconceitos e julgam estar... pensando! Estes, sim, merecem compaixão, porque têm uma doença da alma, e toda doença é um estado triste.”
Beijinho da fafudinha!
(psiu, vocês preferem essa letrinha aqui ou a letrona aí de cima?)
Escrito por fafuda às 12h51
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